terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Voa, pensamento, voa...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Bad news, good news!
"Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti
Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo meu amor
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
domingo, 20 de setembro de 2009
Mais uma vez, História!
domingo, 9 de agosto de 2009
Em círculos...
Há alguma coisa precisando mudar em minha vida urgentemente.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Janeiro já vai indo!
Aos poucos as férias vão passando. Foi bom descansar e recarregar as energias para mais um ano. Fazia um tempo que eu não tinha férias tão boas como essa. E eu não estive no Rio de janeiro, marrocos, tampouco em Paris! Contudo, fiz descobertas, redescobertas, mudanças, recebi graças e tenho a plena certeza de que esse será um ano maravilhoso.
Amanhã André estará em casa. Vou buscá-lo em Campinas à tarde e Marloc´s fará um bolo gostoso para recebê-lo. Estamos em festa! Vou levá-lo para conhecer o primo fresquinho - Juliano - e depois na Letícia e Felipe. Muito importante isso!
Essa semana fiquei muito feliz ao saber o nome do novo pároco da São Dimas: o Clever. Lembro dele de guri e me traz boas recordações.
Já, já tem atribuição de aula! Ótimo! Estou animada.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Nasceu!
domingo, 9 de novembro de 2008
Correria!!!
domingo, 26 de outubro de 2008
Muito quente...
domingo, 19 de outubro de 2008
Caleidoscópio
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Praticamente da terrinha!
domingo, 5 de outubro de 2008
Um dia ele chega...
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Desprender: soltar-se, desligar-se (Dicionário Aurélio).
Sinto compaixão por certa pessoa. Já quis dar um chacoalhão nela, mas não funcionou. Cada pessoa tem seu tempo para acordar e o que ouvi foi: “seu mundinho é cor-de-rosa”. Então ok!
Acredito que devamos abandonar certas lembranças e tudo o que não está mais funcionando em nossa vida. A vida fica pedindo que mudemos, que abandonemos o velho, que aproveitemos o momento presente, que é um presente. A gift. Uma experiência passada já não existe mais, porém, traz conseqüências.
E não dá para carregar em nossa mala tudo o que a gente recolhe durante a viagem da vida. Na realidade, ela deve ficar bem leve para que possamos andar com um mínimo de peso. Contudo, na maioria das vezes, a chave para se desfazer dessa bagagem extra – e no caso de “certa pessoa” – é o perdão. Saber perdoar aquele que nos magoou, a humilhação que sofremos em um dado momento, o ex-amor, e, principalmente, saber perdoar a si mesmo.
Quem não fecha a porta do passado, não se abre para uma nova experiência.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Magia...
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Desabafo
sábado, 27 de setembro de 2008

Fui recebida pelos tradicionais colares floridos e flûtes de champanhe e então um barqueiro me levou ao meu bangalô, que ficava em um hotel maravilhoso. Avisou-me que ele seria o responsável em trazer o café da manhã todos os dias. “Igual lá em casa”. Cama king size, travesseiro de pena de ganso, hidromassagem com vista para o mar...
Após desfazer as malas e trocar a roupa, mergulhei no azul mais-que-perfeito que nem sequer um grande pintor poderia imaginar. Jantar à luz de velas, céu estrelado no fundo, sentindo a brisa do Éden... Adormeci tendo a certeza de que a vida é mesmo bela.
Ei, ei, ei! Cadê meu bangolô? Cadê o marzão azul-turquesa, cadê? – despertei com o celular tocando.
- Alô – a voz saiu como a de um coveiro fazendo hora extra em dia de feriado.
- Bom dia, aqui é a gerente do banco, tudo bem?
“Só se for com você”
- Tudo bem – disse eu, tentando ser otimista.
- Estou ligando para avisar que caiu um cheque em sua conta e você precisa depositar o dinheiro que falta antes do meio-dia, tudo bem?
“Só se for pra você”
- Tudo bem, logo estarei aí.
(...)
Porcaria. Será que se eu dormir novamente acordo em Bora Bora? O jeito era levantar e preparar o café, porque o barqueiro não viria mesmo.
- Bom dia! – disse meu pai com seu bom humor habitual – alguma novidade?
- Bom dia, pai. A gerente do banco ligou. “Ai” – respirei fundo à espera do sermão.
Depois de ouvir um sonoro “quem não trabalha não gasta”, fui ao banco. O rombo não era astronômico, mas caso não fizesse o depósito ele ficaria proporcional à distância que me separava de Bora Bora.
- Pronto. Tudo certo agora? – questionei à gerente.
- Sim, vamos até minha mesa que tenho boas notícias para você.
“E banco dá boa notícia?”
- O que acha de ter o limite de seu especial aumentado? – perguntou-me – Entaõ, eu estava olhando e vi que você não te seguro de vida e ...
Cortei-a:
- Olha, muito obrigada, mas eu não pretendo morrer nos próximos 70 anos. Tem mais alguma boa notícia?
- O contrato de seu especial vence daqui a 45 dias e seria mais fácil renová-lo se fizesse o seguro. Pense a respeito.
(...)
Adormeci com um elefante nas costas, entretanto, despertei com um som familiar: era o barqueiro que me trazia uma enorme bandeja de guloseimas. Nunca o bangalô foi tão aconchegante. Sorte minha viver no paraíso.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
- Mala e o quê? – perguntou o gringo com sotaque carregado.
“Cuia”
O conforto da casa paterna havia ficado para trás e a cidade se mostrava como uma fonte inesgotável de possibilidades para trabalhar, estudar e viver.
Após um tempo de caminhada na larga avenida à beira-mar, parei em uma farmácia comprar curativos e lá permaneci por meia hora. Sabe quando você começa a crer que encontrou a pessoa certa? Pois é! O homem em minha frente fez uma ligação e me encaminhou a um banco.
- É melhor você pegar um táxi, moça – falou o balconista me alertando sobre a distância que eu teria de percorrer.
“E eu lá posso gastar dinheiro com táxi?”
- Não, não. Vou andando... Quero conhecer a cidade.
(...)
- Garota, o que você fez até os 27?
“Tive depressão!”
- Toquei violino – respondi.
- Olha – explicou sério o gerente – este lugar é muito punk, além do que você já passou da idade de iniciar um trabalho em uma instituição financeira.
- Está dizendo que estou velha?
- Não, claro que não! É que os bancos estão acostumados a recrutar moças com no máximo 22 anos para que possam fazer carreira.
“Emprego em banco é carreira ou fim de carreira?”
O gerente do trabalho punk deu um telefonema rápido e em seguida eu deixei o berçário rumo a um escritório de despacho aduaneiro, a três quarteirões dalí.
- Sente-se, por favor. O diretor está terminando uma reunião e já irá atendê-la – disse-me a esquálida recepcionista com voz de secretária eletrônica, que levantou e levou com ela meu currículo para a sala do diretor.
Tomei um bom chá de cadeira. O bom foi descansar os pés da longa caminhada da praia até o centro da cidade. Com salto.
A secretária chamou por mim e ao adentrar à sala do diretor, sendo medida da cabeça aos pés, ouvi:
- Iremos encaminhar seu currículo ao departamento pessoal e você deve estar aguardando um telefonema. É bom estar ciente de que a área de comércio exterior está parcialmente paralisada por causa da guerra do golfo – respirou – Você sabe, tudo caminha de forma lenta em períodos de guerra. Talvez até precisemos estar cortando pessoal. Acredito, sendo bastante otimista, que até o final do ano estaremos contratando. Agradeço por ter vindo.
“Já? Mas eu nem falei nada! Até o final do ano terei morrido de fome...”
- Ah! Uma pergunta... Fala italiano?
- Fiz aulas de italiano – respondi. Cursei por oito meses e parei por estar sem emprego.
- Com esse sobrenome não acredita que deveria falar italiano desde que nasceu?
- Não! – disse enfaticamente – fala russo? – interroguei-o referindo-me à placa com o nome do Dr. Gerúndio sobre sua mesa.
(...)
Decidi tomar um sorvete naquele fim de tarde. Meus pés já estavam no caco, cheio de bolhas e era hora de parar. Na primeira sorveteria que surgiu no caminho.
- Quanto lhe devo?
- Dois reais... Você não é daqui, é? – indagou o vendedor.
- Não.
- Fica até quando?
- Até quando der. Vim de mala e cuia.
- Mala e o quê?
“Deixa pra lá...”

