terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Voa, pensamento, voa...

Foi perto das cinco. Meu irmão logo chegaria para buscar o Felipe e um cheiro invadiu o ambiente: o da loção pós-barba de meu pai. Até perguntei aos que me rodeavam se estavam sentindo um odor fresco e amadeirado, mas eu sabia que o negócio era comigo... Andei falando dele nesses dias... E com o cheiro da loção, a memória olfativa correu solta: parei minha leitura e me permiti viajar em histórias, brincadeiras e momentos de tensão, que hoje percebo tão amorosos como qualquer outro onde houve o riso.
Mamãe escolheu bem. Mesmo ela tendo - como seu pai, mãe, tios, primos disseram - ótimos partidos para escolher, ela escolheu um homem que chegara à cidade, que ninguém conhecia e um tanto namorardor... Mas ela sabia que não era o carro, o dinheiro, o restaurante certo ou a roupa certa ou que tudo fosse perfeito-charmoso-divertido (e certo!) que importava. Ela preferiu a conversa sossegada, a paz de um passeio no parque. Ela tinha valores diferentes e não precisou de um ótimo partido para ser feliz.
Saudade. O cheiro permaneceu por um longo tempo. Pareceu estar impregnado em meu vestido, como nas vezes que um abraço faz a gente passar o dia com perfume - às vezes nem tão agradável - do abraçado na roupa...
Gosto de pensar que mesmo longe, eles estão pertinho....

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bad news, good news!

É primavera! E me lembro da música do Tim, o Maia... Linda, poética, gostosa...
Hoje foi dia de surpresas... Uma professora querida deixando o curso de História, mas por uma ótima causa: um pós-doutorado com bolsa da Fapesp. Ela merece, certamente.
Expus a ela minhas "caraminholas" de final de semana e então Vi mostrou-me coisas boas em mim que por vezes minha insegurança abafa.
Feliz, muito feliz!!!!!!

"Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti
Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo meu amor
Trago esta rosa (para te dar)

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Meu amor..."

domingo, 20 de setembro de 2009

Mais uma vez, História!

Estou aqui tentando ler Thompson e não estou conseguindo... Nem ler e muito menos entender o seu "A miséria da teoria". Preciso deletar algumas coisas de minha cabeça, porque vai dar curto.
Tenho pensado mil coisas ao mesmo tempo. Terminando a faculdade, chegando a hora da monografia, decidindo o que será do mestrado e onde será feito o mestrado... Preparar aula para segundos e terceiros anos, tentar dar aula para eles... Ser meio mãe, psicóloga, amiga, carrasca, educadora.
Ao preparar slides para os meus queridos dos terceiros, encontrei um blog de uma senhorinha linda: Lucília Rosa Vermelha. Guerreira, revolucionária, que como muitos nesse país lutou por uma sociedade mais justa em um dos períodos mais densos de nossa história. Leio, choro, emociono-me. Gostaria de conhecer Lucília, Anita e mais Lucílias, Anitas, Luises, Zuzus e anônimos que escreveram a história do país com luta, com sangue... Quem sabe em algum momento, não é?
Sempre disse que o meu momento, minha história, estava localizada após os anos 30... Tenho muitos planos e sei que essa história me levará longe, fará com que eu alce altos voos...
Comecei minhas aulas de francês!
Volto logo. À semaine prochaine.

domingo, 9 de agosto de 2009

Em círculos...

Janeiro já vai indo? Estamos na metade do ano! e eu nem escrevi mais. Fiquei debruçada sobre livros da faculdade, em provas e trabalhos e acabei deixando meus pensamentos de lado, minhas escritas, minhas histórias. E isso me faz uma falta danada, porque vai me dando uma gastura dentro do peito! Hoje mesmo eu não tive lá um dia muito lá... e entrou de tudo pela moleira do meu peito... Entrou terra, entrou água, entrou um rio inteiro e ficou entalado na garganta, sem querer sair. Até quando a vida vai teimar comigo – e eu com ela? Pareço estar andando em círculos há uma década! Eu sei o único jeito de fazer toda essa água sair, porém, só à noite, sozinha em meu quarto.
Há alguma coisa precisando mudar em minha vida urgentemente.
E tem também: hoje é domingo, dia dos pais. Dói sempre, não passa e não dá para voltar no tempo. Se desse, eu queria. Não por ter deixado de ter feito algo, mas para alterar algo, para refazer alguns momentos, voltar ao presente e perceber que tudo aquilo que passou foi uma ilusão, um sonho ruim.